segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

                 1938        SEGUNDA QUERRA MUNDIAL

                                      MAGDA TAGLIAFERRO
          
         Quando estourou essa guerra, Magda, como era chamada, e que era uma grande pianista, veio morar no Brasil e logo no inicio da sua estadia foi contratada pelo jornal “A Gazeta” para dar um curso de interpretação de peças musicais ao piano.
         O dono do jornal era o Doutor Casper Libero e era amigo de meu pai. Meu pai sempre falava aos amigos que tinha uma filha pianista, mas eu ainda não tocava tão bem assim. para ser chamada pianista.Ninguém falou o que eu vou contar pra vocês agora.
          Eu acho que o Dr Casper pensando que eu talvez não passasse na seleção que D. Magda ia fazer, pediu a ela que me aceitasse para o curso. Porque falo isso? Eu já lhes falei que era tímida? Pois era; e estava já na sala onde os candidatos estavam fazendo os testes e ela perguntou falando alto “e essa Walkyria Passos já chegou?” Ora eu ainda não era conhecida como mais tarde fiquei. Então penso que o Dr. Casper pensando que talvez eu não fosse selecionada pediu a ela que me admitisse.
           Eu toquei dois estudos de Chopin o opus 25 nº1 e o opus 10 nº 12, chamado Revolucionário.
          No dia da aula, que era publica aconteceu um fato muito chato para mim. Meu irmão que era sete anos mais novo que eu (nessa ocasião eu tinha quinze anos e ele oito) colecionava aviões recortados de jornais. Ele tinha deixado seus aviões na sala onde havia o piano onde eu estudava e a empregada colocou os aviões dentro do álbum dos estudos de Chopin. Pois não é que quando eu fui abrir o livro, voaram uma porção de aviões pelo palco!
           Essa foi a primeira vez que tive contato com essa grande pianista e professora

          Vou tornar a escrever fatos importantes da minha vida com essa pianista que mudou a forma de estudar piano no Brasil!

3 comentários:

Ana Paula disse...

Olá, estava passeando aqui nas linhas de seu blog. Bem, eu tenho 20 anos, e como neste ano consegui uma vaga no Conservatório de minha cidade, me veio a questão da idade. Como pude ler aqui, você começou muito cedo com a música, e acho que me desanimei muito ao lembrar de minha idade. Acredito que diversas pessoas que como eu, são sempre cheia de dúvidas, passam por aqui para ler os seus artigos. Embora eu me amedronte acerca de coisas como a minha idade e a falta de confiança em mim mesma, a música é a coisa que mais me toca. Me traz sensações que eu jamais poderia explicar. Acredito que embora eu possa não consegui os resultados que sonho, sei que aprendendo pouquíssimas coisas já estarei feliz. Ao ver a sua história da união de música e criança, me inspirei ainda mais, já que estou me formando em Pedagogia... Histórias como a sua são de grande inspiração, por isso parabéns.

chico Olivatto disse...

Olá Walkyria! Desculpe a demora em entrar no seu blog.
A idade é um conceito da terra, dos homens e não de quem é da musica. Você me deixou emocionado e feliz. Lí a sua história de vida e batalha e se já te admirava, pela nossa conversa na Loja onde trabalho a C&C, agora sou seu fã.
Você é um exemplo de vida. fico muito honrado de ter te conhecido. Quem sabe quando você for tocar, eu possa estar lá, pra assistir e com certeza te aplaudir!
Obrigado por seu exemplo de vida e de garra, por sua iniciativa de mostrar pro mundo que o seu espirito é jovem e cheio de energia luminosa e de paz!

Fique com Deus!
Chico Olivatto

Fernando Binder disse...

Cara prof. Walkyria gostaria muito de poder entrevistá-la. Sou doutorando na USP e estou estudando o Conservatório Dramático Musical de SP. Por favor entre em contato comigo: fernandobinder@usp.br